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terça-feira, 8 de maio de 2012
Genêro: Post-Hardcore
País: USA
Músicas:
Disc 1:
01. You Burn First
02. We Are The Sound
03. Pulmonary Archery
04. No Transistory
05. We Are The End
06. This Could Be Anywhere In The World
07. Mailbox
08. Get Fighted
Disc 2:
09. Rough Hands
10. Keep It On Wax
11. Drunks, Lovers, Sinners and Saints
12. Boiled Frogs
13. Accidents
14. Water Wings
15. Happiness
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
O ex-vocalista/guitarrista do Alexisonfire, Dallas Green, deu uma entrevista para o site britânico Spinner Music sobre o fim da banda e sobre seu atual projeto principal, City & Colour.
Green explicou que a sua decisão de sair da banda que ele fundou em 2001 foi tomada no ano passado e ele escolheu deixar o grupo canadense por causa do conflito de agendas gerados. Leia abaixo a entrevista toda em português.
A imprensa falou que você decidiu sair há mais de um ano atrás. Porque você manteve isso em segredo até agora?
Eu queria sair 15 meses atrás. Mas quando falei pro resto dos caras que queria sair da banda, eles não quiseram me responder porque achavam que isso iria colocar muita pressão neles para decidir qual seria o próximo passo. Eu queria falar para todos a minha decisão para que os fãs tivessem a chance de ir aos shows, e não ficar com aqueles pensamentos “ah, eu já vi eles ao vivo 5 vezes, então espero a próxima.”
Mas todos os outros da banda queriam que eu esperasse, porque todos sabiam o que eu ia fazer, e eles obviamente ficaram chocados e não tinham a mínima idéia do que fazer. E ai conforme o tempo passou a coisa complicou, eu estava fazendo entrevistas para meu novo trabalho e tinha que mentir. Eu me sentia muito estranho mentindo sobre aquilo, então tentava falar da forma mais vaga possível, para não mentir por completo. Mas eu estava mentindo.
Ele descreveu a separação como algo “não amigável”.
É a verdade, não é? Eles não queriam que eu saísse da banda. Eles falaram, “porque é que você não pode ficar alternando, igual tem feito até agora.” E esse é o motivo pelo qual eu decidi sair da banda, isso estava me matando. Por mais que eles me vissem sempre nas turnês e lançando disco atrás de disco, eu acho que eles nunca entenderam que eu literalmente nunca estava em casa.
Quando as pessoas me perguntavam quando eu iria tomar uma escolha eu brincava, falava algo do tipo “quando eu tiver um ataque nervoso.” Mas eu já sofria com isso. Eu ia parar no hospital com pneumonia, já fiquei deitado no ônibus várias horas chorando incontrolavelmente. Eu tinha uma vida tremendamente abençoada, mas não sabia como aproveitar porque eu ralava para agradar as pessoas que gostavam do Alexisonfire, enquanto trabalhava também para agradar aquelas que demonstravam interesses do City and Colour. Chegou ao ponto onde eu tinha que tomar uma decisão. Uma decisão muito difícil. Mas depois de 10 anos, meu coração… bom, uma parte ainda está lá, mas a maior parte está no City & Colour.
Então você fez o seu último show com o Alexisonfire, mas ninguém sabia. Como você se sente sobre isso?
Eu realmente odeio isso. Queria falar para todos. Como o George disse, estamos tentando marcar alguns shows finais. Mas até o atual momento, eu toquei meu último show do Alexisonfire. No meu coração, o último show foi em St. Catharine’s, Ontário em 2010.
Como você se sente sobre a idéia de substituir você, e continuar com a banda?
Parte de mim fica feliz com isso, é como o George disse, não arriscaram estragar o legado. Mas uma parte minha gostaria que eles continuassem ativos, seguissem em frente.
Agora que a notícia saiu você está aliviado?
Estou aliviado porque finalmente posso contar o meu lado da história. Aquele texto que foi publicado não tinha o meu lado da história. Ele fala que eu decidi sair da banda há um ano atrás, mas não conta que eles pediram para eu não falar para ninguém a minha decisão. Como eu disse antes, eu teria revelado a minha decisão assim que decidi.
A reação imediata de parte dos fãs durante o final de semana foi negativa em relação a você. Tem alguma coisa que você gostaria de falar para essas pessoas que estão te vendo como o vilão da história?
Eu sabia que não importava a forma como o George escrevesse aquele texto, eu sairia sempre como o vilão. E não tem problema. Nós fomos uma banda que chegou muito mais longe do que boa parte das pessoas acharam que a gente iria chegar. Fizemos uma coisa pela música agressiva canadense que nenhuma outra banda havia feito até então: nós éramos uma banda com um som esquisito que começou a passar no MuchMusic e ter as músicas tocadas nas rádios, e eu me sinto bem por isso.
Eu me sinto bem pelos dez anos que a gente ficou junto. Mas bandas acabam. As pessoas seguem em frente e fazem outras coisas.
Fonte: mprisock
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Os britanicos do Gallows recrutaram o agora ex-guitarrista e vocalista do Alexisonfire, Wade McNeil para assumir os vocais da banda. A novidade foi confirmada pelo próprio McNeil através de uma entrevista publicada pela revista Alternative Press. Confira a matéria logo abaixo.
A primeira coisa que precisa ser perguntada é como você entrou pro Gallows? Eles já haviam tocado alguma vez com o Alexisonfire; tem alguma história que a gente não conheçe?
Depois que os meninos decidiram que iriam continuar [após a saída do vocalista Frank Carter], o meu nome apareceu em uma conversa sobre possiveis substitutos e todos gostaram da idéia. Não foi nada complicado. Eu falei com o Steph [Carter, guitarrista] e disse que estava bem interessado. Ele praticamente falou na hora mesmo, “Okay, vamos fazer isso,” e eu peguei um avião e agora estamos compondo.
Quando foi que isso aconteceu?
Tudo isso aconteceu nas últimas semanas.
O que eles gostaram de você como um músico ou como uma pessoa para te escolherem?
Eu não sei; acho que não ficaram muito presos a isso. Mas se você cresce no canada escutando discos do Black Flag – ou se cresce na Inglaterra escutando os discos do Black Flag – você acaba tendo um pensamento semelhante sobre o mundo. Sabe, acho que a gente tem bastante em comum por eles terem crescido em uma cidade pequena na sobra de Londres, assim como eu que morei numa cidade pequena na sobra de Toronto. Existe algo um pouco desesperador sobre morar em uma cidade e saber que você é diferente de todos os outros. Todos os esquisitos acabam se encontrando; você se encontra através da música, especialmente em uma cidade pequena onde algumas pessoas acabam jogando suas vidas foras nas drogas ou álcool pelo fato de que não há nada melhor para fazer. Os garotos encontram a música, e isso toma conta de suas vidas. É algo que aconteceu comigo, e algo que aconteceu com todos esses caras.
E esse é um sentimento que nunca vai embora, não importa o quão velho você fica.
Sim, com certeza. Ainda mais quando você cresce indo aos shows de punk e hardcore. Acho que boa parte dos discos daquela época, aqueles CD’s como Dead Kennedys e Crass, informavam a forma como você vê o mundo e alguns ideais que carrega. Então eu não sei – mesmo crescendo separados por um oceano, temos muito em comum.
Você disse que está compondo com eles agora. Tem alguma música já pronta?
[Risos]. Sabe, eu apareci lá, depois eu vim pra cá e cheguei há dois dias atrás. Não durmi no voo; estava escutando os dois primeiros CD’s do Gallows e escrevendo umas letras, tentando entrar no clima. Todo mundo se juntou, e eu não tinha certeza do que eles queriam fazer, se queriam seguir com a linha mais antiga. E eu disse, “vamos tentar algo novo,” eles tocaram algumas coisas novas. No primeiro dia, escrevemos uma coisa que eu considero a mais brutal que uma banda já escreveu. É a coisa mais dura, pesada, e tipo, tem 35 segundos. Acho que vai ser a primeira coisa que vamos lançar.
Isso quer dizer então que as novas músicas serão as mais brutais que o Gallows já fez?
[Risos]. Não quero que ninguém tinha uma idéia de como as coisas iam ficar, mas essa música saiu com muita facilidade. Eu escrevi a letra ali na hora, tinha algumas idéias já, e tudo se juntou em cerca de 5 minutos. As vezes as coisas não precisam ser complicadas. Óbviamente, estamos tentando escrever músicas mais caóticas que irão ter um som direto quando tocadas ao vivo. Eu acho que ao fazer isso você acaba montando a música de primeira, não precisa ficar repetindo as etapas.
Como a banda ficou diferente com você nela?
Com certeza a minha voz é muito, muito diferente da do Frank – além do fato dos gritos em si, eu também tenho um tom bem, bem diferente. Mesmo tendo passado um bom tempo dos últimos 10 anos em turnê pelo Reino Unido, eu não tenho uma perspectiva britânica para tudo. Acho que a banda vai apresentar um espéctro mais mundial. Isso é uma coisa que a banda inteira consegue relacionar, já que passamos boa parte da nossa juventude viajando para tocar shows.
Como os fãs das duas bandas irão reagir a essa mudança?
Ach oque quando você se importa com uma banda, você acaba construindo um relacionamento com eles. Você passa a conhecer eles, e eles fazem parte da sua vida. Muitas bandas são assim comigo. Então quando fica sabendo de alguma mudança grande, aquilo parece ser o fim do mundo. Isso machuca porque você se identifica com as músicas deles então acaba virando algo pessoal, não é?
Portanto, em uma mudança assim, isso vai machucar algumas pessoas. Mas no final do dia, temos que agir de uma forma egoísta e escrever músicas que gostamos e que temos paixão por fazer, seguindo em frente.
Essa é exatamente a única coisa que pode ser feita. Você tem que seguir em frente e tornar isso a nova configuração.
Estamos de olho no futuro, não no passado. Isso foi uma das coisas que eu falei pro Steph quando ele ligrou pra mim, eu disse, “Eu quero tentar isso e acredito que posso, mas não estou interessado em ir ai para substituir alguém. Esse não sou eu; não é isso que eu quero fazer. Então se vamos fazer isso, terá de ser eu entrando pra banda, não sendo um substituto.”
E os shows ao vivo, como ficam? Irão tocar músicas velhas? Como pretende equilibrar isso?
Vamos tocar as músicas antigas com certeza. Mas não é a primeira vez uqe isso acontece com uma banda. Vai ser diferente, mas acredito que conseguiremos modificar as músicas um pouco, dando um novo fôlego nelas. Eu era fã dessa banda antes, ter a chance de cair na estrada com eles é ótimo. Não acredito que exista oura banda igual eles ao vivo; eles sobem no palco e detonam. São a banda que toca mais pesado ao vivo.
Você chegou a falar com o Frank desde que assumiu a banda?
Sim, eu falei com ele uma semana depois de entrar pra banda, perguntei se ele sabia que eu era o cara. E ele disse que “Sim, já sabia há um tempinho – fico surpreso que tenha demorado tanto para você me ligar.” Sabe, é meio complicado, eu era tão amigo dele quanto com os outros caras da banda. Não estava ligando para pedir autorização ou algo do tipo, mas só pra falar que tava tudo legal. Estamos conversando, é está tudo bem. Ele está seguindo em frente, e eu acho que ele está feliz que é alguém que já conhecia antes.
Querendo ou não, Gallows era como se fosse o bebe dele. Então é legal arrumar alguém que ele possa falar “está em boas mãos.”
[Risos] Sim, eu não sei, você cresce com os caras da sua banda. Você gasta a sua vida inteira com eles do seu lado em turnê. Você briga como irmãos – bem, existem irmãos nessa banda, não é? Então, óbviamente é uma coisa emocional. Mas é uma banda que eu já conheço há anos e que já fiz turnês junto.
Não é como se você fosse um completo estranho ou coisa do tipo. Como foi a reação dos caras do Alexisonfire quando contou a novidade?
Sabe, eu acho que eles ficaram um pouco machucados com a decisão. E isso cai dentro daquilo que eu falei sobre como uma banda é muitas vezes uma família. Nós éramos tão próximos e passamos tanto tempo juntos. Eu não sei, eles me deram apoio nessa nova etapa. Mas com certeza foi a coisa mais difícil que eu já tive que falar para eles. Mas eu sei que continuaremos sendo amigos no futuro, e espero que eventualmente a gente consiga gravar novamente alguma coisa.
No começo do ano eu sei que vocês estavam trabalhando em músicas novas. O que acontecerá com elas?
A gente estava trabalhando sim. Mas o tempo acabou nos atrapalhando e isso nos fez separar um pouco.
Então me fale os planos antes da turnê da Alternative Press.
Vamos ensaiar até o final da semana, depois todos voltam para a suas casas e vamos continuar trabalhando o máximo possível, eu acho. Mesmo estando em lugares diferentes. Vamos tentar compor músicas novas até o começo da turnê, e ver até onde conseguimos chegar.
Você tem alguma resalva em relação a esse novo papel? Algo que te deixa preocupado?
No fim do dia, você não vai poder controlar a reação das pesssoas ou o que vão falar. Mas é o que eu falei antes, vamos seguir em frente continuando a fazer música que amamos e trabalhando no crescimento do Gallows.
Fonte: Mpsirock
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Em um post no site oficial , a banda canadense Alexisonfire anunciou sua separação. Entre as revelações na declaração que foi escrita pela vocalista George Pitt, é que Dallas Green decidiu sair da banda para se concentrar no "City And Colour" , e que a separação não foi amigável.
Leia mais no site oficial: http://www.theonlybandever.com/
Fonte: news-news-metaldiscs
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Alexisonfire é uma banda de post-hardcore do Canadá formada em St. Catharines, Ontário, em 2001.
Quando uma banda se nomeia baseando-se na única contorcionista lactante do mundo, você sabe que está diante de algo diferente; e como no caso da inspiração, você sabe que algumas pessoas ficarão fascinadas, algumas ficarão surpresas e algumas considerarão tudo uma grande perda de tempo. Esta é uma banda de extremos: uivante e suplicante, feia e bonita, poética e obscena, óbvia e sublime. Você pode pensar nela do jeito que quiser. Afinal, esse é o ponto.
O Alexisonfire apareceu no underground do sul de Ontário, Canadá, no fim de 2001, como um monstruoso e altamente cativante “acidente” em progresso. Atacando com força total, Dallas, Wade, George, Jordan e Chris não somente impressionaram os críticos com sua abordagem ácida e ao mesmo tempo doce no que diz respeito às performances e às letras, mas também foram reconhecidos por sua capacidade musical estelar, e pela palpável tensão reprimida da banda ao vivo.
Esta é música para ambos os lados do cérebro. No seu ouvido esquerdo, os vocais emotivos e melódicos de Dallas, acrescidos das sentenças diabolicamente doces de Wade, falam de impulso e introspecção. No seu ouvido direito, George oferece o testemunho de uma alma torturada e vocais energéticos, poderosos e sincopados que se contrapõem – um casal de anjos e demônios de desenho animado sentados em seus ombros, proporcionando duas muito díspares interpretações da mesma mensagem musical.
O Alexisonfire sabe que os fãs não são estúpidos. Os fãs sabem reconhecer o que é bom, e parece que, no caso de AOF, eles contaram para dois amigos, que contaram para dois amigos, e assim por diante. Durante o ano seguinte ao lançamento de seu auto-intitulado álbum de 2002, a banda entrou na mídia mainstream como um raio: cinco vídeos alcançam alta rotação em MuchMusic (o primeiro artista “hardcore” a ficar em primeiro lugar em Powershift); uma parceria com a Equal Vision (casa de Coheed & Cambria); um patrocínio da marca de roupas ATTICUS, também patrocinadora de Blink-182; uma indicação na MMVA pelo primeiro vídeo “Pulmonary Archery”; um prêmio de melhor vídeo por “Pulmonary Archery” no THE INDIES (Prêmio de Música Independente Canadense); um prêmio na MMVA por “Counterpoints and Number Them” e “Accidents”; Novo Grupo do Ano do Junos de 2005; e o eterno status de representantes do hardcore híbrido.
“Watch Out” estreou em um efervescente #6 no Top 200 Soundscan, a segunda melhor estréia do Acre. Doze semanas depois, os nativos de St. Catherines oficialmente receberam um Disco de Ouro no Canadá. Isso pode parecer fichinha para uma banda de rock, mas espere aí: isso é HARDCORE – freqüentemente descrito por membros da banda como “o som de duas garotas católicas de colegial em uma briga de faca”. Isso nunca havia acontecido antes.
Ninguém está mais ciente desse fato que os rapazes do Alexisonfire. Levando tudo numa boa, eles continuam ingênuos, afáveis e capazes de iguais quantidades de sarcasmo e auto-depreciação. Eles balançam o MuchMusic Video Awards como se fosse um velho lugar fedorento em St. Catherines, que por sua vez é chacoalhado como eles faziam quando AOF germinou há não muito tempo nos porões e salas de estar de seus agora orgulhosos e surpresos pais. Suas músicas falam de fúria intelectual e são cheias de melodia pop; são um ímã bipolar, e se você parar e ouvi-los ou, quem sabe, vir um show ao vivo, tudo estranhamente começará a fazer sentido. Não adianta resistir.
2002 - Alexisonfire
2002 - Math Sheet (Demos)
2004 - Watch Out!
2005 - Alexisonfire - Moneen [Split]
2006 - Crisis
2009 - Old Crows-Young Cardinals
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